A Sociedade Brasileira de Nanomedicina (NANOMED) acompanha com entusiasmo o recente avanço científico anunciado pelo Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC/USP), que desenvolveu um composto inovador capaz de eliminar células de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.

Divulgada em 12 de junho de 2025, a pesquisa demonstrou resultados promissores ao utilizar um composto à base de rutênio, um metal raro com propriedades anticâncer, associado a moléculas que atuam diretamente no bloqueio do ciclo celular tumoral. O destaque está na capacidade do composto em atacar seletivamente as células doentes, preservando as saudáveis — um dos grandes desafios da oncologia moderna.

Para a NANOMED, este é mais do que um avanço laboratorial: é uma demonstração concreta do potencial da nanomedicina brasileira em responder a desafios clínicos globais com soluções originais e de alto impacto.

“Trata-se de uma contribuição que reforça o protagonismo da ciência nacional, sobretudo quando envolve plataformas nanotecnológicas com aplicação direta em terapias mais eficazes, menos invasivas e com menor toxicidade sistêmica”, afirma nota da entidade.

A Sociedade reafirma seu compromisso em apoiar, divulgar e articular iniciativas que, como essa, impulsionam a inovação translacional, aproximando a bancada do laboratório da realidade do paciente.

O estudo, que agora entra na fase pré-clínica, conta com colaboração entre diferentes instituições, como UNIFAL-MG, UECE e UFOP, e é mais um exemplo de como a ciência colaborativa e a infraestrutura de excelência podem posicionar o Brasil entre os líderes mundiais na aplicação da nanotecnologia à saúde.

Fonte:
Instituto de Física de São Carlos – USP (2025).
Link: www2.ifsc.usp.br